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Atualmente não é difícil encontrar pessoas que assumem não conseguir viver sem determinados confortos que melhorem a sua rotina e, dentre os principais objetos, está o celular. Sim, o celular que antes era objeto usado apenas para fazer ligação, agora tornou-se “parte do corpo” – ou suas extensões (Os Meios de Comunicação como Extensões do Homem, Marshall McLuhan, 2002). Mais que isto: as pessoas estão cada vez mais dependentes da internet, pois ela proporciona conteúdo de forma instantânea e dinâmica.

Divulgar notícias, fazer check in, encontrar amigos, assistir vídeos, mandar mensagens em aplicativos e entrar nas redes sociais tornaram-se situações rotineiras, pois é ainda através do celular que se fazem as selfies que são compartilhadas com o mundo – e dessa forma, divulgam o local em que estão, dando a possibilidade de inúmeras pessoas também o conhecerem, ainda que virtualmente em um primeiro momento.

A cadeia de comunicação é, então, modificada. O antigo ciclo básico “emissor-mensagem-receptor” torna-se um caleidoscópio de possibilidades, em que todos podem ser produtores dos mais diversos tipos de conteúdo. Toda essa relação foi intensificada com a chamada Web 2.0 que, segundo Tim O’Reilly, objetiva “desenvolver aplicativos que utilizem a rede como uma plataforma. A regra principal é que esses aplicativos devem aprender com seus usuários, ou seja, tornarem-se cada vez melhores conforme mais e mais gente os utiliza. Web 2.0 significa usar a inteligência coletiva[1] (Web 2.0: uma revisão integrativa de estudos e investigações, Clara Pereira Coutinho, 2008).

Entretanto, para que essa relação funcione de forma coerente, deve haver uma troca de informações entre os próprios usuários de forma organizada. É justamente aí que surge a Folksonomia, em que as informações são reunidas através de tags[2] (etiquetas) e hiperlinks. O conteúdo gerado e publicado, de forma coletiva pelos próprios usuários da web, passa a ser reunido deste modo. Assim, a Folksonomia, “se propõe a analisar estas novas práticas de representação, organização e recuperação de informações na web no intuito de elucidar uma nova fase do hipertexto, na qual o ideal de coletividade originário da prática pode então se concretizar” (Hipertexto 2.0, folksonomia e memória coletiva: Um estudo das tags na organização da web, Maria Clara Aquino, 2007).

Esse armazenamento de informação é importante para que futuramente outros usuários possam ter acesso aos mesmos conteúdos, processo que também envolve memória e permite a compreensão dos contextos e possibilita análises mais amplas a partir da utilização de termos na web e a forma como são abordados.

[1] A inteligência coletiva foi definida por Pierre Lévy “uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta em uma mobilização efetiva das competências” (A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço, 2003, p. 28). Isto é, é a partir da interação entre os sujeitos, no ciberespaço que determinados conteúdos são produzidos.

[2] E mesmo hashtags, terminologia que identifica tags utilizadas nas redes sociais e portais, mas que possuem o acréscimo do “#” em seu início.

 

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