Conheça nosso banco de peças e vídeos que, de algum modo, apresentam e representam a Amazônia. Imagem: Reprodução

Sabemos que a Amazônia é retratada sobre vários olhares, que vão de uma Amazônia tradicional, ligada a origem indígena e a mitos e folclore, a uma Amazônia contemporânea, mais urbana e “conectada” com inovações tecnológicas, estruturais e mesmo imobiliárias. Há ainda uma Amazônia estereotipada, ligada aos aspectos “verdes e selvagens” e a Amazônia idílica, perfeita e idealizada, representada de forma simbólica dentro de um contexto mercadológico e midiático.

Todas essas conotações acabam sendo empregadas a cidades que constituem a região, generalizando as mesmas, como se somente uma cidade ou, de forma pior, a parte de uma cidade, representasse toda uma região . Entender (ou ao menos observar) a Amazônia sobre estes vários contextos, não é somente cair no lugar comum da afirmação óbvia que temos “várias Amazônias”, mas sim entender que temos e vivemos em uma Amazônia heterogênea, que abriga um conjunto de características bastante diversificado, mas que por vezes são ignoradas em detrimento de uma só interpretação, de grande valor imagético, simbólico e publicitário.

Surge daí a possível “Marca Amazônia”, que seria, segundo Diego Edir Teixeira Cezar da Cruz e Danuta Leão,

uma estratégia mercadológica que tenta se valer das percepções que a floresta comporta no imaginário popular, tentando transferir qualquer tipo de valor positivo que possa ser agregado por meio do uso de elementos amazônicos que remetam explicita ou implicitamente a floresta, como por exemplo, a utilização da cor verde ou frutos da região amazônica, ou radicas da palavra Amazônia que fazem parte da mesma rede semântica, uso de animais tradicionais da floresta como a arara dentre outros elementos (“A Marca Amazônia – Uma Perspectiva Publicitária”, 2015, p.9)

Nesta definição observamos a continuidade de uma visão restrita e idealizada pelas empresas que foi construída ao longo dos tempos, e que vem sendo usado dentro dos mais diversos contextos, principalmente quando se quer agregar valor mercadológico ao seu produto ou marca. Em tal panorama, Otacílio Amaral Filho (A Marca Amazônia: uma promessa publicitária para fidelização de consumidores nos mercados globais, 2008) divide a Amazônia em três categorias: a primeira agrega imagens logotécnicas, envolvendo natureza, fauna, flora, Cultura, imaginário mítico.  A segunda é a imagem conceitual, como as riquezas, conflitos, moradores da região, biodiversidade. E a terceira a imagem plástica, caracterizada pelo Verde, animais exóticos, artesanato, plantas medicinais. O que nada mais são do que elementos amazônicos utilizados para conceituar e entender a região.

Conheça nosso banco de peças e vídeos que, de algum modo, apresentam e representam a Amazônia.

Assim, devemos observar que grande parte da literatura sobre o tema é, na verdade, uma visão vertical do que seria a “Marca Amazônia”, onde já se tem uma concepção previamente determinada. Em contrapartida, temos o público que, na web, produz conteúdos. A verticalidade da definição do que seria a “Marca Amazônia” é ligada, então, segundo estas análises, somente a propagandas e produtos, algo que problematizamos em nossas pesquisas.

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