Camila, Daniely e Elen, no Intercom Norte 2017, em Manus-AM.

Semanas atrás, tivemos a oportunidade de sair do Pará e conhecer outro Estado dentro da região Norte. Fomos a Manaus, no Amazonas, participar do Intercom Norte 2017, uma experiência incrível, onde vivemos momentos de alegria, nervosismo, ansiedade, aprendizados e, claro, diversão.

Tentamos de todas as formas aproveitar o máximo o congresso e a cidade, pois não estávamos lá apenas para apresentar e defender nossos trabalhos e ideias, mas conhecer nova pesquisas que nos inspirassem e mostrassem novos horizontes, além de novas amizades construídas e o contato direto com os costumes e cultura de outras cidades da Amazônia. Podemos dizer que todas as experiências que tivemos, seja elas boas ou não, foram importantes e nos ensinaram algo.

Foram cinco dias de maior proximidade com diferentes pessoas, costumes, opiniões que, no final das contas, nos mostraram que a diversidade é um complemento quando se tem um mesmo objetivo. Foi muito bom ter integrado esse conjunto e poder dizer hoje que sim, nós contribuímos para o sucesso do evento, e que o resultado final é um reflexo de seu esforço e dedicação. Foi uma inspiração muito grande ver pessoas tão diferentes, vivendo de forma harmoniosa e respeitosa.

Acreditamos que ter participado de um congresso da dimensão do Intercom foi um oportunidade única, além de poder defender nossos três projetos, um Intercom Júnior e dois Expocom, um dos maiores ganhos foi poder expor para outras pessoas e ouvir dessas sugestões que irão acrescentar tanto em nossos futuros trabalhos como em nossas vidas pessoais. Ouvir novas opiniões e ser desafiadas transpassou tudo aquilo que já havíamos pensado. Conhecer tais colaboradores nos mostrou que o papel de um acadêmico vai muito além da faculdade, ele percorre a curiosidade e a dedicação de cada um de nós.

Parte dos estudantes e amigos da Fapan, Fapen e Estácio que estiveram no evento conosco.

 Um dos momentos importantes da viagem foi à entrevista concedida pela professora e antropóloga Selda Vale da Costa, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Apaixonada por cinema, em uma entrevista incrível e estimulante que durou quase duas horas nos, Selda mostrou novos horizontes para nossa pesquisa de TCC, além de um ótimo material para uma entrevista que teremos o maior prazer em compartilhar com todos vocês logo.

Pela ordem: Camila Braga, Dany Cabral, Elen Silva, a professora Selda Vale e nosso orientador Enderson Oliveira na UFAM

O melhor de tudo foi saber que ela compartilha conosco a ideia de que Amazônia não é só mata, animais e água; ela ultrapassa essa visão restrita, podendo ser analisada por meio de pessoas, internet e audiovisual.

Algo que chamou muito nossa atenção durante a entrevista foi quando ela disse que somos nós moradores da região que fortalecemos e mostramos essa visão de Amazônia para as pessoas externas a ela, e durante nossos trajetos pela cidade, observamos que de fato, Manaus “respira o verde” (bem mais que Belém, por exemplo), muitos estabelecimentos buscam de alguma forma, seja no nome ou com a cor, se utilizar dessa Amazônia e consequentemente acaba mostrando apenas um lado.

Foto: Enderson Oliveira, na Cachoeira das Onças, em Presidente Figueredo- AM

Notamos assim, que é hora de deixar um pouco de lado isto, e de fato mostrar outro lado, não só de uma Amazônia, mas da região Norte, e sim um lado mais humano e urbano, que ultrapassa essa visão restrita. Neste sentido, nós acadêmicos temos um papel fundamental dentro desse processo, ao propormos novas discussões a cerca da temática, com análises inovadoras que não se fecham na mesmice de sempre. E nós notamos durante o congresso esse espírito nos participantes, pois assistimos a defesa de diversos trabalhos incríveis que procuram fugir de clichês e de visões ultrapassadas.

Acadêmicos das Faculdades FAPEN e FAPAN, no Intercom Norte 2017, em Manaus- AM

Em meio a essa gama de conhecimento e experiências que tivemos, ficaram as lembranças boas ou não, a sensação de dever cumprido e a cima de tudo o espírito de seguir enfrente, mesmo quando você não venceu, já que não ganhamos o prêmio Expocom de nossas categorias – Filme Publicitário (avulso) e Blog (avulso) -, mas o maior prêmio foi a nossa viagem, as novas amizades e contatos que fizemos. Poder ver nos olhos e mensagens de nossas famílias e amigos o orgulho é sentir lá no fundo que Manaus foi apenas o começo de uma longa trajetória que ainda vamos percorrer.

       

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